A Renda Fixa, como o próprio nome diz é um tipo de investimento no qual o ganho é conhecido no momento da contratação, o que elimina o risco de queda no rendimento.
Mas será que a renda fixa é fixa mesmo? Tem risco? Quais risco você corre investindo?
Sem querer parecer pretensioso, acredito que certos aspectos tratados aqui são imprescindíveis para o sucesso em um investimento em renda fixa. Não quero dizer que o que eu vou dizer aqui é tudo o que você precisa para ganhar dinheiro, mas vou adiantar muito a sua vida em conhecer a renda fixa e começar a ganhar dinheiro já!
1 - Renda Fixa é Fixa mesmo?
Depende, alguns títulos podem ser fixados a índices como o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, que praticamente acompanha a SELIC e é referência para a maioria dos títulos privados), alguns títulos do Tesouro são fixados à inflação e a índices oficiais, como o IPCA. Alguns também são fixados em relação à SELIC. Então Isso significa o seguinte: se o seu título está vinculado a uma taxa variável, logicamente ele vi acompanhar essa variação, para mais ou a menos, e isso impacta o valor a mercado dos seus títulos, ou seja, o valor dos seus títulos se você for vender nesse momento.
2 - Quais são os riscos da renda fixa?
A renda fixa é considerada um investimento de baixo risco, porém, dependendo do título ele pode carregar riscos diferentes relativos à instituição que o emitiu. Por exemplo, em tese os títulos da dívida pública (tesouro direto) são os mais seguros do país, porém alguns CDBs de bancos grandes (Itaú, Bradesco e BB, por exemplo) apresentam níveis de risco semelhantes ao do governo, por apresentarem um risco mínimo de falência. Já os CDBs de bancos pequenos e médios são mais arriscados, devido a possibilidade de insolvência dessas instituições.
Ainda, não podemos esquecer que alguns investimentos em renda fixa são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até R$ 250 mil por CPF. Tal garantia porém, não significa que você receberá o dinheiro assim que for requerido, há todo um processo e o recebimento pode demorar alguns dias.
3 - Quanto Investir?
Basicamente, praticamente qualquer valor pode ser investido em renda fixa. Desde que o tesouro permitiu a compra de parcelas de títulos de baixos valores, o investimento mínimo é de R$ 30,00. Então, basta você saber quanto estará disposto a investir e aplicar.
4 - Qual título eu escolho?
A escolha depende muito. Há diferentes tipos de investimento além dos já citados, Tesouro e CDB, como por exemplo, LCI, LCA, LC, Debêntures, Debêntures Especiais (como as de infraestrutura que são incentivadas com isenção de IR). Cada tipo de investimento tem a sua particularidade.
Recomendo hoje, uma alocação principal em títulos públicos pós-fixados, como Tesouro SELIC e Tesouro IPCA, que garantem um bom rendimento no cenário atual, que é de expectativa de alta dos juros, sendo uma ótima opção para garantir um excelente retorno com baixo risco na atual conjuntura econômica. Cerca de 50% do seu portfólio é uma boa porcentagem, porém pode ser até 100%, fica a seu critério. O restante pode ser alocado em CDBs caso queira diversificar. Não recomendo hoje LCI e LCA porque elas estão escassas e a rentabilidade é ligeiramente superior a outras aplicações, embora possuam risco muito superior.
Uma recomendação para não esquecer: a tabela de IR é regressiva, ou seja, quanto mais tempo você permanecer no título, menor a alíquota que você paga, sendo o máximo 22,5% e o mínimo 15%.
5 - Onde posso investir?
Existem corretoras que cobram pequenas taxas para investimentos no tesouro direto, tendo pelo menos uma que não cobra taxa. Por não receber nada pela propaganda gratuita, não vou dizer a corretora, porém, no site do tesouro você encontra as corretoras com suas respectivas taxas de administração, não importa a escolha, mas prefira as com menor taxa, pois o risco é baixo e o dinheiro que a corretora ganha com administração é praticamente gratuito, visto que ela não precisa fazer nada com seu título.
Espero que o artigo tenha ajudado a elucidar certas dúvidas, se você tiver alguma pergunta, sugestão, elogio ou reclamação, não deixe de entrar em contato.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Dica de Investimento
Para começar devo dizer que não sou responsável por qualquer investimento que você fizer, assim como se você ganhar dinheiro eu não exijo nada de você, se você perder não exija de mim.
Portanto, todo investimento deve ser feito por sua própria conta e risco, sem fazer por indicação de alguém. Cada racional de investimento exposto nesse blog é opinião do autor e não pode ser levado como consenso ou adivinhação. Se eu acertar, ótimo. Se eu errar, também estarei errando para mim, pois é o que eu faço com meus investimentos.
Hoje, falamos de uma empresa que possui fundamentos muito sólidos, desempenho impecável, referência no setor em eficiência e rentabilidade, além de ter lucros continuamente ascendentes e possuir em sua gestão um dos melhores, senão o melhor, executivo do Brasil.
Sabe de quem estou falando?
Estou falando do Itaú (ITUB), maior banco privado do país, empresa referência em seu setor em rentabilidade (ROE), eficiência e lucratividade.
Porque o Itaú é uma ótima dica de investimento?
Simples, bancos grandes ganham quando a economia vai bem, pois a expansão do crédito aumenta a rentabilidade da instituição, mas também ganham quando a economia vai mal, por financiar o setor público. Então, Itaú é um banco que vem crescendo consistentemente nos últimos anos e espero que nos próximos também, sendo que as operações internacionais devem responder por boa parte do crescimento do banco, devido a atenções especiais que vem recebendo economias em desenvolvimento que possuem diferenciais competitivos em relação ao Brasil, como o Chile, por exemplo.
Itaú tem conseguido retornos acima de 24% sobre o patrimônio líquido nos últimos anos, acima de Bradesco com pouco mais de 20% e BB, que possui rentabilidade ao redor de 15%. Sendo assim, acredito que o investimentos em Itaú compense pelo crescimento da instituição, visto que a cada 4 anos, ele gera o equivalente a 100% de seu próprio patrimônio, o que significa que o banco "dobra de tamanho" a cada quatro anos, se fizermos uma conta simples, embora não seja dessa maneira, essa conta ilustra o racional do investimento me permitindo tranquilamente esperar em Itaú como uma empresa importante e um dos investimentos que tem maior potencial entre as Blue Chips (grandes empresas da bolsa) de crescimento.
Quanto tempo dura o investimento?
Acredito que Itaú vai estar gerando retorno aos acionistas daqui a 50 anos, então, o racional é investir até sempre, mas se você não tem paciência, eu recomendo que coloque um objetivo,por exemplo valorizar 50% e quando atingir esse valor você vende e compra uma empresa com potencial de novo. Isso não é recomendado, mas é uma possibilidade.
E se não der certo?
Infelizmente, tudo pode dar errado, porém não imagino que Itaú possa ir à falência, por um simples motivo: Itaú é um TBTF (Too Big To Fail - Nomenclatura dada às empresas americanas consideradas grandes demais para quebrar), logo, não acredito que Itaú poderia quebrar, pois levaria país inteiro junto, outros bancos, governo, sistema financeiro e a moeda. Além disso, bancos brasileiros costumam ser mais conservadores que os internacionais, por questões regulatórias (maiores exigências de capital pelo Banco Central), por questões societárias (a maioria dos bancos são controlados por famílias) e por questões legais (os controladores respondem com todos os bens se o banco falir).
Portanto, imagino que o máximo que deve acontecer se não der certo o investimento é você sair com um pouco mais de dinheiro do que entrou (sendo quase impossível sair com menos).
Por fim reitero: não é garantido nenhum ganho com a operação, assim como eu não ganho nada para lhe indicar ações, não tenho participações em seus prejuízos. Também, todas as operações em bolsa envolvem riscos, portanto, tenha consciência antes de fazer qualquer aplicação em ações. O que indico aqui é algo simples, considerado de baixo risco, mas nada é garantido em bolsa.
Se você gostou comente, elogie, critique, sugira temas, pergunte, questione. Você é muito bem vindo para acompanhar o blog.
Portanto, todo investimento deve ser feito por sua própria conta e risco, sem fazer por indicação de alguém. Cada racional de investimento exposto nesse blog é opinião do autor e não pode ser levado como consenso ou adivinhação. Se eu acertar, ótimo. Se eu errar, também estarei errando para mim, pois é o que eu faço com meus investimentos.
Hoje, falamos de uma empresa que possui fundamentos muito sólidos, desempenho impecável, referência no setor em eficiência e rentabilidade, além de ter lucros continuamente ascendentes e possuir em sua gestão um dos melhores, senão o melhor, executivo do Brasil.
Sabe de quem estou falando?
Estou falando do Itaú (ITUB), maior banco privado do país, empresa referência em seu setor em rentabilidade (ROE), eficiência e lucratividade.
Porque o Itaú é uma ótima dica de investimento?
Simples, bancos grandes ganham quando a economia vai bem, pois a expansão do crédito aumenta a rentabilidade da instituição, mas também ganham quando a economia vai mal, por financiar o setor público. Então, Itaú é um banco que vem crescendo consistentemente nos últimos anos e espero que nos próximos também, sendo que as operações internacionais devem responder por boa parte do crescimento do banco, devido a atenções especiais que vem recebendo economias em desenvolvimento que possuem diferenciais competitivos em relação ao Brasil, como o Chile, por exemplo.
Itaú tem conseguido retornos acima de 24% sobre o patrimônio líquido nos últimos anos, acima de Bradesco com pouco mais de 20% e BB, que possui rentabilidade ao redor de 15%. Sendo assim, acredito que o investimentos em Itaú compense pelo crescimento da instituição, visto que a cada 4 anos, ele gera o equivalente a 100% de seu próprio patrimônio, o que significa que o banco "dobra de tamanho" a cada quatro anos, se fizermos uma conta simples, embora não seja dessa maneira, essa conta ilustra o racional do investimento me permitindo tranquilamente esperar em Itaú como uma empresa importante e um dos investimentos que tem maior potencial entre as Blue Chips (grandes empresas da bolsa) de crescimento.
Quanto tempo dura o investimento?
Acredito que Itaú vai estar gerando retorno aos acionistas daqui a 50 anos, então, o racional é investir até sempre, mas se você não tem paciência, eu recomendo que coloque um objetivo,por exemplo valorizar 50% e quando atingir esse valor você vende e compra uma empresa com potencial de novo. Isso não é recomendado, mas é uma possibilidade.
E se não der certo?
Infelizmente, tudo pode dar errado, porém não imagino que Itaú possa ir à falência, por um simples motivo: Itaú é um TBTF (Too Big To Fail - Nomenclatura dada às empresas americanas consideradas grandes demais para quebrar), logo, não acredito que Itaú poderia quebrar, pois levaria país inteiro junto, outros bancos, governo, sistema financeiro e a moeda. Além disso, bancos brasileiros costumam ser mais conservadores que os internacionais, por questões regulatórias (maiores exigências de capital pelo Banco Central), por questões societárias (a maioria dos bancos são controlados por famílias) e por questões legais (os controladores respondem com todos os bens se o banco falir).
Portanto, imagino que o máximo que deve acontecer se não der certo o investimento é você sair com um pouco mais de dinheiro do que entrou (sendo quase impossível sair com menos).
Por fim reitero: não é garantido nenhum ganho com a operação, assim como eu não ganho nada para lhe indicar ações, não tenho participações em seus prejuízos. Também, todas as operações em bolsa envolvem riscos, portanto, tenha consciência antes de fazer qualquer aplicação em ações. O que indico aqui é algo simples, considerado de baixo risco, mas nada é garantido em bolsa.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Início do Ano no Vermelho: China cai e leva outras bolsas junto
E qual a consequência para os seus investimentos de uma desacelerada da China? E para quem ainda vai investir?
Para quem já investiu, esteja seguro de que escolheu empresas que não sejam de commodities, e que estejam à mercê da flutuação de mercado e para quem ainda não investiu, escolha empresas que estão menos ou nulas em relação ao Risco-China.
Mas e os investimentos em renda-fixa (Títulos, Debêntures, CDBs, LCI, LCA, etc)?
Bom, investimentos em renda fixa não possuem riscos tão altos quanto as ações de caírem sua rentabilidade, mas há o risco da instituição que os vendeu e que podem estar expostas à China, direta ou indiretamente, o que - apesar de improvável - pode gerar um aumento de riscos sobre um determinado papel. Esse risco se traduz em uma exigência de investidores por um rendimento mais alto, um prêmio de risco, pelo papel. Esse prêmio de risco, é um preço mais baixo dos títulos e por conseguinte uma perda para quem comprou antes das exigências e precisar vender.
Então você pode perder na renda fixa também, se vender antes do prazo, ou se as condições econômicas mudarem e os rendimentos do seu título forem incompatíveis com as novas condições.
Por exemplo:
Compro um Título X com rendimento de 12% Líquido de IR (Imposto de Renda)
Condições mudam os juros dos novos títulos para 15%
Poucos vão querem comprar o meu título com rendimento de 12% quando tem um de 15% à venda. Qual a solução?
Vender mais barato, de tal forma que o rendimento final do meu título equivalha ao de 15%. Dessa forma, eu posso perder um alto valor se houver uma piora considerável nas condições econômicas e eu estiver preso a um título. Isso se deve não à perda em si, mas à perda de oportunidade.
A causa da queda da China não é assunto para este blog, embora seja relevante para a nossa economia e também para seus investimentos. Então vou tentar resumir: a China, para ser o veículo de crescimento mundial, passou a incentivar fábricas e indústrias em troca de mão de obra barata, matérias-primas e legislações favoráveis à exportação. Quando esse modelo deu sinais de fadiga, modificaram sua estrutura para pesados programas de construção, onde fizeram cidades inteiras que hoje são fantasmas com o uso de dividas. Esse boom de construção impulsionou o PIB e fez empresas chinesas serem catapultadas nas bolsas de valores, atraindo uma multidão de investidores querendo ficar ricos rápido. Essa multidão de recursos têm originado uma bolha na China, onde as ações estão "estourando" em termos de valores. Hoje a única coisa que impede a bolha chinesa de estourar é o chamado circuit-breaker, uma regra na qual a negociação na bolsa é suspensa quando a queda chega a 7%, o que na prática não impede as pessoas de venderem na próxima sessão de mercado, mas torna a "explosão" da "bolha" mais "suave".
Desculpe a quantidade de aspas, mas nós temos convivido com tantas bolhas que eu já não sei dizer qual é bolha e qual não é...
Enfim: Investimentos em renda-fixa hoje devem ser feitos em pós-fixados, já que é consenso de mercado que as coisas devem piorar antes de melhorar. Quanto aos investimentos em ações, fuja de commodities como o ferro e petróleo onde não há visibilidade de preço e de seus derivados como o aço. Procure empresas que ganhem com o cenário de alta do dólar, que possuam condições de saírem dessa crise sem problemas. Uma sugestão? Invista em...só no próximo post.
Gostou do post? Comente, elogie, critique, reclame ou sugira um tópico a ser abordado. Indique a amigos e vá em frente, pois quem não investe não fica rico.
Para quem já investiu, esteja seguro de que escolheu empresas que não sejam de commodities, e que estejam à mercê da flutuação de mercado e para quem ainda não investiu, escolha empresas que estão menos ou nulas em relação ao Risco-China.
Mas e os investimentos em renda-fixa (Títulos, Debêntures, CDBs, LCI, LCA, etc)?
Bom, investimentos em renda fixa não possuem riscos tão altos quanto as ações de caírem sua rentabilidade, mas há o risco da instituição que os vendeu e que podem estar expostas à China, direta ou indiretamente, o que - apesar de improvável - pode gerar um aumento de riscos sobre um determinado papel. Esse risco se traduz em uma exigência de investidores por um rendimento mais alto, um prêmio de risco, pelo papel. Esse prêmio de risco, é um preço mais baixo dos títulos e por conseguinte uma perda para quem comprou antes das exigências e precisar vender.
Então você pode perder na renda fixa também, se vender antes do prazo, ou se as condições econômicas mudarem e os rendimentos do seu título forem incompatíveis com as novas condições.
Por exemplo:
Compro um Título X com rendimento de 12% Líquido de IR (Imposto de Renda)
Condições mudam os juros dos novos títulos para 15%
Poucos vão querem comprar o meu título com rendimento de 12% quando tem um de 15% à venda. Qual a solução?
Vender mais barato, de tal forma que o rendimento final do meu título equivalha ao de 15%. Dessa forma, eu posso perder um alto valor se houver uma piora considerável nas condições econômicas e eu estiver preso a um título. Isso se deve não à perda em si, mas à perda de oportunidade.
A causa da queda da China não é assunto para este blog, embora seja relevante para a nossa economia e também para seus investimentos. Então vou tentar resumir: a China, para ser o veículo de crescimento mundial, passou a incentivar fábricas e indústrias em troca de mão de obra barata, matérias-primas e legislações favoráveis à exportação. Quando esse modelo deu sinais de fadiga, modificaram sua estrutura para pesados programas de construção, onde fizeram cidades inteiras que hoje são fantasmas com o uso de dividas. Esse boom de construção impulsionou o PIB e fez empresas chinesas serem catapultadas nas bolsas de valores, atraindo uma multidão de investidores querendo ficar ricos rápido. Essa multidão de recursos têm originado uma bolha na China, onde as ações estão "estourando" em termos de valores. Hoje a única coisa que impede a bolha chinesa de estourar é o chamado circuit-breaker, uma regra na qual a negociação na bolsa é suspensa quando a queda chega a 7%, o que na prática não impede as pessoas de venderem na próxima sessão de mercado, mas torna a "explosão" da "bolha" mais "suave".
Desculpe a quantidade de aspas, mas nós temos convivido com tantas bolhas que eu já não sei dizer qual é bolha e qual não é...
Enfim: Investimentos em renda-fixa hoje devem ser feitos em pós-fixados, já que é consenso de mercado que as coisas devem piorar antes de melhorar. Quanto aos investimentos em ações, fuja de commodities como o ferro e petróleo onde não há visibilidade de preço e de seus derivados como o aço. Procure empresas que ganhem com o cenário de alta do dólar, que possuam condições de saírem dessa crise sem problemas. Uma sugestão? Invista em...só no próximo post.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Livre-se das dívidas primeiro, invista depois.
Dando continuidade aos "segredos da riqueza", venho falar de um assunto que é considerado "óbvio" pela maioria, mas mesmo por esses em muitos casos não é aplicado.
"Livre-se das dívidas primeiro, invista depois", não é um princípio, é uma verdade, já que na maioria das vezes os juros que você paga em suas dívidas é maior do que o recebido com investimentos.
Há opções de financiamentos de baixo custo, como o imobiliário, que oferecem uma taxa de juros relativamente mais baixa que a de qualquer outro tipo de financiamento, visto que há garantia física apreciável (imóvel). Com um custo de 15% por exemplo, é mais ou menos o rendimento bruto de algumas aplicações financeiras, como CDBs de bancos médio e próximas a rentabilidade bruta de títulos no tesouro direto. Mas considere outras fontes de empréstimos, será que valeria a pena poupar valores hoje e postergar o pagamento de dívidas?
Tome por exemplo o famoso cheque "especial". A despeito do nome, esse crédito não é especial já que muitos têm hoje em dia, além disso muitos ainda incorporam o valor ao salário, tornando seu orçamento um círculo vicioso, visto que você passará a pagar juros mensais no limite, que são crescentes, com dificuldade de sair. As taxas de juros dessa modalidade facilmente ultrapassam 15% ao mês, ou seja, a mesma taxa de um financiamento imobiliário ao ano. Considero tarefa quase impossível ter esse rendimento todo mês, portanto é difícil considerar pegar dinheiro emprestado para investir.
Outras modalidades como cartão de crédito possuem taxas ainda maiores em alguns casos portanto nunca deixe de pagar o valor total, faça um esforço, adie compras mas nunca desorganize seu orçamento para antecipar algo quando você não tem certeza se poderá pagar. O cartão de crédito é um ótimo aliado enquanto podemos pagar, e um inimigo muito potente quando deixamos de cumprir com nossas obrigações.
Portanto a minha recomendação é: livre-se de toda e qualquer dívida primeiro, invista depois com a folga no orçamento. Mas isso é muito difícil de conseguir pela maioria por um motivo: substituem uma dívida por outra e esse é um grande perigo, então, se você sabe que não vai conseguir, tente poupar pelo menos 20% dos seus rendimentos, se você não consegue isso agora, comece com 5%, vá aumentando 5% a cada mês. Ainda é muito? comece com 1% e vá aumentando mais 1% a cada mês, mas não deixe de criar o hábito de poupar a partir do pouco e então quando você tiver mais será praticamente automático, então faça pequenas aplicações com esses valores mensalmente, e evite mexer nesse dinheiro ao máximo para que ele continue a render. Minha previsão é que você consiga enriquecer em alguns anos, se aplicar as dicas que eu lhe dei nesses dois posts.
Se você tiver dúvidas, sugestões, reclamações, elogios, criticas, etc. Não hesite em escrever, responderei com prazer. Caso você queira sugerir um assunto também posso analisar e escrever sobre.
"Livre-se das dívidas primeiro, invista depois", não é um princípio, é uma verdade, já que na maioria das vezes os juros que você paga em suas dívidas é maior do que o recebido com investimentos.
Há opções de financiamentos de baixo custo, como o imobiliário, que oferecem uma taxa de juros relativamente mais baixa que a de qualquer outro tipo de financiamento, visto que há garantia física apreciável (imóvel). Com um custo de 15% por exemplo, é mais ou menos o rendimento bruto de algumas aplicações financeiras, como CDBs de bancos médio e próximas a rentabilidade bruta de títulos no tesouro direto. Mas considere outras fontes de empréstimos, será que valeria a pena poupar valores hoje e postergar o pagamento de dívidas?
Tome por exemplo o famoso cheque "especial". A despeito do nome, esse crédito não é especial já que muitos têm hoje em dia, além disso muitos ainda incorporam o valor ao salário, tornando seu orçamento um círculo vicioso, visto que você passará a pagar juros mensais no limite, que são crescentes, com dificuldade de sair. As taxas de juros dessa modalidade facilmente ultrapassam 15% ao mês, ou seja, a mesma taxa de um financiamento imobiliário ao ano. Considero tarefa quase impossível ter esse rendimento todo mês, portanto é difícil considerar pegar dinheiro emprestado para investir.
Outras modalidades como cartão de crédito possuem taxas ainda maiores em alguns casos portanto nunca deixe de pagar o valor total, faça um esforço, adie compras mas nunca desorganize seu orçamento para antecipar algo quando você não tem certeza se poderá pagar. O cartão de crédito é um ótimo aliado enquanto podemos pagar, e um inimigo muito potente quando deixamos de cumprir com nossas obrigações.
Portanto a minha recomendação é: livre-se de toda e qualquer dívida primeiro, invista depois com a folga no orçamento. Mas isso é muito difícil de conseguir pela maioria por um motivo: substituem uma dívida por outra e esse é um grande perigo, então, se você sabe que não vai conseguir, tente poupar pelo menos 20% dos seus rendimentos, se você não consegue isso agora, comece com 5%, vá aumentando 5% a cada mês. Ainda é muito? comece com 1% e vá aumentando mais 1% a cada mês, mas não deixe de criar o hábito de poupar a partir do pouco e então quando você tiver mais será praticamente automático, então faça pequenas aplicações com esses valores mensalmente, e evite mexer nesse dinheiro ao máximo para que ele continue a render. Minha previsão é que você consiga enriquecer em alguns anos, se aplicar as dicas que eu lhe dei nesses dois posts.
Se você tiver dúvidas, sugestões, reclamações, elogios, criticas, etc. Não hesite em escrever, responderei com prazer. Caso você queira sugerir um assunto também posso analisar e escrever sobre.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Investir: Segredo da riqueza
Você já imaginou poder viver sem precisar trabalhar, fazer o que gosta, o que quer e quando quer? Considera esse cenário algo possível?
Pois é...Nada é Impossível, mas para chegar lá precisamos fazer alguns "sacrifícios".
Você quer ser rico? Então precisa aprender a verdade presente em nosso título. Sei que a maioria já ouviu falar nisso, mas poucos praticam e alguns desses nem mesmo com a disciplina ou conhecimento necessários.
Então o que fazer? Como Fazer? Onde começar? Com quanto devo começar? Posso começar sem dinheiro?
Vamos ver abaixo:
Conceito
Investir não é só pegar seu dinheiro e colocar em um título ou ação. Investir é pôr o seu dinheiro para trabalhar para você de uma forma que ele possa trazer os resultados que você deseja. E isso significa comprar um imóvel para renda, comprar uma participação em uma empresa, iniciar um novo negócio, comprar algum produto para revender, etc. Ou seja, investir é empreender.
Empreender é o processo de criação de projetos e é a base da nossa sociedade. Você já deve ter visto vários produtos e serviços sendo oferecidos em jornais, revistas, TV, smartphones e outros meios. Cada uma destas ofertas é o resultado de empreendedores que as vendem visando lucro.
Como Investir?
Bom, para começar você precisa definir onde você vai empreender seu dinheiro: imóveis, sociedades, venda de produtos, iniciar uma empresa, ações, títulos, CDBs, Fundos Imobiliários, etc. Mas eu tenho uma sugestão.
Comece com algo que você faz bem e que tenham pessoas dispostas a comprar. Se conseguir colocar um bom projeto para a frente pode ser que precise inclusive de ajuda para aguentar o crescimento. Tenha pensamento positivo e procure fazer o seu melhor, o seu sucesso ou fracasso depende exclusivamente de você, logo seus clientes são parte do seu marketing, nunca se esqueça disso.
Caso você tenha um trabalho muito pesado e não dê tempo de fazer nada, tenha em mente que você pode fazer seu dinheiro trabalhar para você com rendas passivas, que te dão dinheiro sem necessidade de intervenção direta.
Mas até para essas pessoas eu recomendaria tentar vender produtos indiretamente, como um afiliado de empresas, procure fazer algo que possa lhe dar renda dentro do seu atual círculo de amizades.
Com quanto começar?
Isso depende do seu projeto, quantidade de dinheiro disponível ou passível de disponibilidade. Se você não tem dinheiro precisa saber que depende dele para investir, não tem dinheiro então trabalhe para consegui-lo. Quando você tiver, aí sim ponha-o para trabalhar.
Dependendo do seu projeto será impossível de começar com pouco dinheiro, por exemplo, imóveis não podem ser comprados com R$ 1.000,00. Se você quiser investir em imóveis compre fundos imobiliários, os famosos FIIs. Não se pode investir em ações com R$ 100,00 ou mesmo com R$ 500,00. Depende também do nível de risco que você deseja correr.
Imagino que o ideal para a maioria seja um valor exato, mas isso não é possível de ser mensurado corretamente.
Planeje seu projeto de forma a ter uma estimativa de investimento inicial, calcule a quantidade de dinheiro que você estará disposto a perder caso o pior cenário ocorra.
Caso seu projeto envolva investimentos financeiros (ações ou títulos) tenha em mente o seguinte:
Pois é...Nada é Impossível, mas para chegar lá precisamos fazer alguns "sacrifícios".
Você quer ser rico? Então precisa aprender a verdade presente em nosso título. Sei que a maioria já ouviu falar nisso, mas poucos praticam e alguns desses nem mesmo com a disciplina ou conhecimento necessários.
Então o que fazer? Como Fazer? Onde começar? Com quanto devo começar? Posso começar sem dinheiro?
Vamos ver abaixo:
Conceito
Investir não é só pegar seu dinheiro e colocar em um título ou ação. Investir é pôr o seu dinheiro para trabalhar para você de uma forma que ele possa trazer os resultados que você deseja. E isso significa comprar um imóvel para renda, comprar uma participação em uma empresa, iniciar um novo negócio, comprar algum produto para revender, etc. Ou seja, investir é empreender.
Empreender é o processo de criação de projetos e é a base da nossa sociedade. Você já deve ter visto vários produtos e serviços sendo oferecidos em jornais, revistas, TV, smartphones e outros meios. Cada uma destas ofertas é o resultado de empreendedores que as vendem visando lucro.
Como Investir?
Bom, para começar você precisa definir onde você vai empreender seu dinheiro: imóveis, sociedades, venda de produtos, iniciar uma empresa, ações, títulos, CDBs, Fundos Imobiliários, etc. Mas eu tenho uma sugestão.
Comece com algo que você faz bem e que tenham pessoas dispostas a comprar. Se conseguir colocar um bom projeto para a frente pode ser que precise inclusive de ajuda para aguentar o crescimento. Tenha pensamento positivo e procure fazer o seu melhor, o seu sucesso ou fracasso depende exclusivamente de você, logo seus clientes são parte do seu marketing, nunca se esqueça disso.
Caso você tenha um trabalho muito pesado e não dê tempo de fazer nada, tenha em mente que você pode fazer seu dinheiro trabalhar para você com rendas passivas, que te dão dinheiro sem necessidade de intervenção direta.
Mas até para essas pessoas eu recomendaria tentar vender produtos indiretamente, como um afiliado de empresas, procure fazer algo que possa lhe dar renda dentro do seu atual círculo de amizades.
Com quanto começar?
Isso depende do seu projeto, quantidade de dinheiro disponível ou passível de disponibilidade. Se você não tem dinheiro precisa saber que depende dele para investir, não tem dinheiro então trabalhe para consegui-lo. Quando você tiver, aí sim ponha-o para trabalhar.
Dependendo do seu projeto será impossível de começar com pouco dinheiro, por exemplo, imóveis não podem ser comprados com R$ 1.000,00. Se você quiser investir em imóveis compre fundos imobiliários, os famosos FIIs. Não se pode investir em ações com R$ 100,00 ou mesmo com R$ 500,00. Depende também do nível de risco que você deseja correr.
Imagino que o ideal para a maioria seja um valor exato, mas isso não é possível de ser mensurado corretamente.
Planeje seu projeto de forma a ter uma estimativa de investimento inicial, calcule a quantidade de dinheiro que você estará disposto a perder caso o pior cenário ocorra.
Caso seu projeto envolva investimentos financeiros (ações ou títulos) tenha em mente o seguinte:
- Tudo tem riscos, alguns mais outros menos, esteja sempre pronto para rever suas posições e fazer ajustes em seus negócios.
- O investimento no tesouro direto é o mais seguro do país, com investimento mínimo de R$ 30,00. Mas até ele possui riscos de perda caso você decida resgatá-lo antecipadamente.
- Você não será um "Warren Buffet" em 12 meses, não se engane, experiência e conhecimento são fundamentais para investir, mas o tempo é essencial, pois somente com ele os juros compostos podem trabalhar.
- Não conte com a sorte: ela pode te ajudar hoje e te abandonar amanhã te deixando com menos do que tinha. Seja metódico: ganhe mais dinheiro a cada dia, invista com sabedoria e seja mais rico de verdade conforme a ação do tempo.
Por fim não se esqueça: Ponha o dinheiro para trabalhar para você ou você trabalhará por ele duas vezes: para ele vir e para ele ficar. Dinheiro não é preguiçoso, dê um bom trabalho a ele e ele vai te recompensar.
Gostou? Comente, indique, envie para amigos dê sugestões, faça perguntas, reclame, elogie. Críticas construtivas sempre serão bem vindas.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Dilma + Barbosa - Levy = Caos?
Bom, após assistir a uma troca "amistosa" de ministros da fazenda, precisamos ponderar o impacto para nossos bolsos.
Mas então, o que pode acontecer de ruim para nós com a troca? Barbosa está mesmo comprometido com o ajuste fiscal? Isso pode ajudar meus investimentos ou não?
Vamos responder a todas essas dúvidas e mais algumas abaixo.
Primeiro de tudo, enquanto nosso ex-ministro era formado na Universidade de Chicago, temos um Barbosa de Campinas, isso se traduz em uma formação mais liberal em economia por Levy e algo mais heterodoxo por Barbosa, visto que ele é considerado um dos pais da "Nova Matriz Econômica", que foi o conjunto de medidas proposto pelo governo para superar a crise de 2008. Naquele momento foi um modelo muito bem sucedido, visto que impulsionou o crescimento através do crédito e impediu um efeito recessivo maior na economia favorecido pela expansão das vendas e da produção. Porém, a continuidade dessas medidas, heterodoxas para momentos heterodoxos, tornaram-se a prática comum do governo, como se alimentando indefinidamente o crédito o país pudesse crescer como a China. Como tudo exagerado sempre é um problema, o crescimento do credito gerou endividamento excessivo em uma população que em sua maioria não se planeja, e o maior problema disso: inadimplência.
Mas então, o que pode acontecer de ruim para nós com a troca? Barbosa está mesmo comprometido com o ajuste fiscal? Isso pode ajudar meus investimentos ou não?
Vamos responder a todas essas dúvidas e mais algumas abaixo.
Primeiro de tudo, enquanto nosso ex-ministro era formado na Universidade de Chicago, temos um Barbosa de Campinas, isso se traduz em uma formação mais liberal em economia por Levy e algo mais heterodoxo por Barbosa, visto que ele é considerado um dos pais da "Nova Matriz Econômica", que foi o conjunto de medidas proposto pelo governo para superar a crise de 2008. Naquele momento foi um modelo muito bem sucedido, visto que impulsionou o crescimento através do crédito e impediu um efeito recessivo maior na economia favorecido pela expansão das vendas e da produção. Porém, a continuidade dessas medidas, heterodoxas para momentos heterodoxos, tornaram-se a prática comum do governo, como se alimentando indefinidamente o crédito o país pudesse crescer como a China. Como tudo exagerado sempre é um problema, o crescimento do credito gerou endividamento excessivo em uma população que em sua maioria não se planeja, e o maior problema disso: inadimplência.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Impeachment - Risco para seus investimentos?
A despeito do que a maioria deve imaginar, o processo de impeachment deve impactar significativamente o mercado financeiro. Para o bem ou mal.
O nosso país encontra-se em situação de deterioração completa da saúde financeira e fiscal. Déficits contínuos, perda de receitas devido a retração de grande parte da indústria e das vendas, aumento dos preços (inflação), perda de valor da moeda em relação ao dólar, rebaixamento no rating soberano (notas da dívida), obrigando o país a pagar mais caro pela dívida e também mais caro para rolar a dívida. Mas a despeito de todos esses fatores, nenhum deles foi a causa principal do pedido de impeachment.
Vamos entrar nas causas, explicar as conseqüências e então imaginar o que irá acontecer daqui para a frente, traçando um parâmetro em relação aos seus investimentos. A causa principal foram as seguidas pedaladas fiscais que o governo fez como manobra para fingir superávits, atrasando pagamentos e despesas para que não entrassem no balanço e mostrassem uma economia quando não houve. Apesar de ser negado pelo nosso governo, o fato é incontestável: houve erros na condução da política econômica e nosso país se acostumou a inúmeros gastos atrelados ao PIB e que engessam a possibilidade de corte, além de diminuir o que poderia ser efetivamente reduzido. A enormidade de ministérios e cargos comissionados, inúmeros gastos feitos sem qualquer acompanhamento efetivo da qualidade das aplicações tornam o país vítima da falta de visão dos nossos governantes.
O nosso país encontra-se em situação de deterioração completa da saúde financeira e fiscal. Déficits contínuos, perda de receitas devido a retração de grande parte da indústria e das vendas, aumento dos preços (inflação), perda de valor da moeda em relação ao dólar, rebaixamento no rating soberano (notas da dívida), obrigando o país a pagar mais caro pela dívida e também mais caro para rolar a dívida. Mas a despeito de todos esses fatores, nenhum deles foi a causa principal do pedido de impeachment.
Vamos entrar nas causas, explicar as conseqüências e então imaginar o que irá acontecer daqui para a frente, traçando um parâmetro em relação aos seus investimentos. A causa principal foram as seguidas pedaladas fiscais que o governo fez como manobra para fingir superávits, atrasando pagamentos e despesas para que não entrassem no balanço e mostrassem uma economia quando não houve. Apesar de ser negado pelo nosso governo, o fato é incontestável: houve erros na condução da política econômica e nosso país se acostumou a inúmeros gastos atrelados ao PIB e que engessam a possibilidade de corte, além de diminuir o que poderia ser efetivamente reduzido. A enormidade de ministérios e cargos comissionados, inúmeros gastos feitos sem qualquer acompanhamento efetivo da qualidade das aplicações tornam o país vítima da falta de visão dos nossos governantes.
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